COTIDIANO

Aos 65 anos, senhora divide a sala de aula com crianças em Foz do Iguaçu

Na sala, a senhora de 65 anos assiste às aulas com 22 crianças que têm entre seis e sete anos


exemplo | 23/11/2016 13h14

Na sala, a senhora de 65 anos assiste às aulas com 22 crianças que têm entre seis e sete anos (Foto: Izabelle Ferrari )

Aos 65 anos, Juscelina Maria Cruz Madalena – a Dona Nena, como é conhecida – decidiu bater na porta da Escola Municipal Monteiro Lobato, em Foz do Iguaçu: “Falei com a secretária: ‘Rose, não tem algum estudinho pra mim aí, não?'”.

Proibida de estudar durante a infância pelo pai, que precisava dela na lavoura, e depois pelo marido, Dona Nena nunca desistiu do sonho de aprender a ler e escrever, para, quem sabe, ter uma profissão.

 Na sala, a senhora de 65 anos assiste às aulas com 22 crianças que têm entre seis e sete anos.

Sonho antigo

“Quando eu era criança, meu pai não me deixou estudar, né? Só trabalhar na lavoura. Nós chorava, mas ele dizia que menina ‘muié’ não precisava estudar não. E a minha mãe dizia que estudar servia só pra escrever cartinha pros namorados”, conta.

Anos mais tarde, casada, Dona Nena foi proibida de estudar pelo marido. “Comecei a estudar no Mobral, escondido dele. Um dia ele foi fuçar minha bolsa e viu meu caderno e meu lápis. Perguntou se eu estava estudando. Eu disse que tava sim. Sabe o que ele fez? Pegou meu caderno e rasgou todinho!”, relembra.

Depois da briga, Nena desistiu dos estudos – por um tempo. Após a separação e com dois filhos criados, ela resolveu procurar a escola e pedir à diretora, Lídia Prieve, uma vaga.

Com informações de Paraná Portal


  


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