COTIDIANO

Governo do Paraná vai descontar dias parados dos professores em greve

Rossoni salientou que pode ser negociado o abono da falta do dia 15, desde que as categorias retomem imediatamente as atividades normais

Paraná
GREVE | 16/03/2017 11h00

Governo do Paraná vai descontar dias parados dos professores em greve. (Foto: Orlando Kissner/ANPr )

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni confirmou que o governo do estado vai descontar os dias parados dos servidores públicos que mantiverem a greve iniciada nesta quarta-feira (15). Rossoni salientou que pode ser negociado o abono da falta do dia 15, desde que as categorias retomem imediatamente as atividades normais. A medida foi comunicada durante reunião com dirigentes do sindicato que representa os professores, no Palácio Iguaçu. “O governo não aceita greve por tempo indeterminado”, afirmou Rossoni.

Os professores estaduais optaram pela greve por tempo indeterminado em assembleia realizada em Maringá, no dia 11 de março. Eles são contra a redução da hora-atividade e mudança nos critérios para distribuição das aulas. Na ocasião, a secretária estadual da Educação, Ana Seres, afirmou que o governo pretendia descontar dos salários os dias parados.

Negociações

Além da disposição em negociar o abono da falta desta quarta-feira, o chefe da Casa Civil também abriu a possibilidade de negociação de um calendário para pagamento de promoções e progressões em atraso. Ele disse que todas as dívidas serão quitadas neste ano, mas pediu a participação dos servidores na discussão. O governo também se dispõe a discutir algumas divergências sobre as mudanças na distribuição de aulas extraordinárias. “É isso que o governo estadual pode oferecer neste momento”, afirmou Rossoni.

Ele destacou que todas as questões que envolvem remuneração, benefícios ou condições de trabalho dos servidores estaduais precisam passar pela Comissão de Política Salarial, formada pelos secretários da Casa Civil, Fazenda, Administração, Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, da chefia de Gabinete do Governador e pela Procuradoria Geral do Estado. “Este comitê foi formado para que membros do governo não prometam o que não poderá ser cumprido”, disse Rossoni.

Rossoni reforçou o interesse do governo estadual em manter o diálogo aberto com os representantes do magistério e das demais categorias de servidores públicos. “Estamos sempre abertos para um diálogo responsável e construtivo. A valorização dos servidores é uma marca deste governo. No magistério, por exemplo, a evolução salarial chegou a 146% desde 2011, para uma inflação de 49%”.

Sindicato

Na reunião, o sindicato que representa os professores (APP Sindicato) voltou a reafirmar as demandas da categoria, entre elas os pagamentos atrasados, promoções e progressões, data-base, o piso salarial nacional, entre outros pontos. Os representantes classificaram o desconto dos salários como “ameaça”. “Isso é um abuso em relação ao direito de greve, já que estamos num exercício legal deste direito. Como último recurso, nós estamos realizando esta greve, já que só estamos paralisados depois de descumprimento de legislações e compromissos de greves passadas”, explica a secretária Educacional da APP, professora Walkíria Mazeto. Segundo o sindicato, a categoria está respaldada pela lei de greve e o governo não pode dar falta para a categoria. Caso a falta seja lançada, o sindicato deve recorrer da decisão na justiça.

Com informações de Paraná Portal


  


Comentários

ACESSAR SUA CONTA PARA COMENTAR    ou   CADASTRE-SE

Comente esta notícia

Ao enviar seu comentário você concorda com os Termos de Uso deste espaço.


 
Facebook Twitter WhatsApp