COTIDIANO

Hospital Bom Jesus em Toledo não fará mais internamentos clínicos e cirúrgicos

Atendimentos de alta e média complexidade não serão mais atendidos no hospital

Toledo
a partir desta terça-feira (1º) | 31/07/2017 16h24

O Hospital Bom Jesus em Toledo encaminhou uma nota comunicando que deixará de atender pacientes de alta e média complexidade a partir desta terça-feira (1º) de agosto (Foto: Gazeta de Toledo )

O Hospital Bom Jesus em Toledo encaminhou uma nota comunicando que deixará de atender pacientes de alta e média complexidade a partir desta terça-feira (1º) de agosto.

De acordo com a nota, o hospital ficou sobrecarregado por conta do fechamento de dois hospitais da 20ª Regional de Saúde, que abrange o município de Toledo, e portanto, o maior encaminhamento de pacientes em urgência e emergência.

Só serão atendidos pelo SUS gestantes em trabalho de parto, urgência e emergência encaminhados pelo Samu.

A nota ainda diz que caso houver atendimento não coberto por estas contratações, será cobrado do município.

Na nota é esclarecido que "à HOESP no que se refere ao atendimento relativo ao Sistema Único de Saúde (SUS), tem as seguintes obrigações: realizar internamentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade nas especialidades contratadas, no limite estipulado para cada município que compõe a 20° Regional de Saúde, que abrange Toledo e dezessete municípios; disponibilizar leitos de UTI neonatal e adulto conforme capacidade operacional; realizar atendimentos ambulatoriais para gestação de alto risco e atendimentos de traumatologia/ortopedia, ambos no limite contratado; atender todos os casos de urgência e emergência encaminhados pela Central Estadual de Regulação de Leitos e SAMU 192, ainda que não existam leitos vagos."

Porém os precalços nos últimos seis meses foram: "na área de abrangência da 20° Regional de Saúde dois hospitais paralisaram suas atividades completamente, deixando sem atendimento a população de cinco municípios; Alguns municípios têm encaminhado pacientes como se de urgência/emergência o caso se tratasse, situação não verdadeira. Igualmente, alguns municípios tem encaminhado pacientes em estado de urgência/emergência que, no entanto, se tivessem buscado atendimento ou tivessem recebido atendimento no tempo adequado, não seriam caso de urgência/emergência.", diz a nota.

Com isso, o diretor da HOES, Cláudio Tomuo Hayashi, explica que "as questões acima referidas tem ocasionado sérios problemas à HOESP, que trazem enormes dificuldades à normal operacionalidade do Hospital Bom Jesus e ensejam expressiva elevação dos custos, que não são cobertos pelo que hoje existe contratado. Os principais problemas são: internamentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade nas especialidades contratadas, acima do limite estipulado, para alguns municípios; manutenção de pacientes, que deveriam estar em UTI, em setores destinados a outra finalidade, inclusive por tempo impróprio; necessidade de atenção de médico, realização de exames e dispêndio de materiais, para o atendimento de pacientes encaminhados como se de urgência/emergência o caso se tratasse, quando não o é."

Por conta disso, segundo a nota, o já comunicado também aos prefeitos da região, foram tomadas as medidas de: "a partir do dia 1° de agosto de 2017, não mais fará internamentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade nas especialidades contratadas, acima do limite estipulado; só atenderá gestantes em trabalho de parto, ou em casos de urgência ou encaminhadas pelo SAMU 192; se, mesmo com as medidas acima, houver, no curso do mês, atendimento não coberto pelas contratações, tal atendimento será imediatamente cobrado do município, mediante emissão de duplicata, segundo tabela do SUS."

Com informações de CATVE


  


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