POLÍTICA

Câmara tenta votar nesta quarta denúncia contra Temer

Rodrigo Maia aposta em quórum mínimo para decidir hoje sobre acusação de corrupção passiva contra presidente

Geral
Temer | 02/08/2017 08h43

Temer: ofensiva por quórum (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil )

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), previu ontem(01) que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Casa será concluída já na tarde de hoje (02). O parlamentar fluminense disse acreditar que haverá o quórum mínimo de 342 deputados presentes em plenário para que ocorra a votação de fato possa ocorrer.

"Amanhã (hoje) será votada e, com a votação, isso gera uma tranquilidade para sociedade que esse assunto estará resolvido na parte da tarde de amanhã", afirmou Maia em entrevista coletiva após café da manhã na residência oficial com líderes da base aliada. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também participaram do encontro.

O presidente da Câmara disse não acreditar que haverá esvaziamento do plenário por parte da oposição e de parlamentares da base favoráveis à abertura de investigação contra Temer. "Vai dar quórum. Acho que a gente vai votar. É nossa obrigação. Não pode ter presidente denunciado e o Parlamento não deliberar isso. Independente da posição de cada um, é importante que a Câmara delibere sobre isso", declarou.

O governo iniciou uma investida para garantir a presença de deputados da base aliada que se declaram indecisos e até mesmo favoráveis à denúncia. Integrantes da chamada "tropa de choque" de Temer na Câmara passaram a ligar para esses deputados da base indecisos e favoráveis à denúncia para pedir que compareçam à sessão de quarta-feira, 2, independentemente de como votarão.

O Planalto trabalha para que a votação seja concluída na quarta no plenário. O objetivo é não depender da oposição, que reúne cerca de 100 deputados e pode adotar a tática de não registrar presença e obstruir a sessão para impedir que a votação ocorra. O governo quer liquidar a votação o mais rápido possível, principalmente para não deixar Temer exposto ao surgimento de fatos - como possíveis novas delações.

A sessão em que a aceitação ou não da denúncia será analisada está marcada para começar às 9 horas. A votação de fato, contudo, só poderá começar quando pelo menos 342 deputados registrarem presença - mesmo quórum mínimo exigido para que a denúncia seja aceita pela Câmara. O governo acredita que tem condições de obter essas presenças apenas com a base aliada. Pelos cálculos de governistas, os partidos da base governista reúnem juntos 380 deputados.

Com informações de Bem Paraná


  


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