POLICIAL

Ação conjunta recolhe pássaros de cativeiro não autorizado em Marechal Cândido Rondon

As aves, de 20 diferentes espécies, foram apreendidas e levadas para avaliação e tratamento em Palotina

Mal. Cândido Rondon
CRIME AMBIENTAL | 16/08/2017 17h13

Ação conjunta recolhe pássaros de cativeiro não autorizado em Marechal Cândido Rondon (Foto: Divulgação/ IAP )

Um trabalho conjunto do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Polícia Ambiental recolheu e destinou para tratamento 260 pássaros, de 20 diferentes espécies, que eram mantidos em cativeiro sem a devida autorização, em Marechal Cândido Rondon (Oeste). Eles foram enviados para tratamento em Palotina, nessa quarta-feira (16).

Foram apreendidos dez azulões, um curió, dez trinca-ferro, nove sabiás, 122 canários terra, dois pintassilgos, dez sanhaço, um galo da campina, oito saíras, três bigodinhos, sete gaturamo, 20 sangue de boi, quatro pássaros preto, um bico de pimenta, 37 colerinhos, seis melros, um chopim, cinco coleira do brejo, um papa-capim e um canário da horta.

Denúncia 

 As aves foram encontrados pela Polícia Ambiental em junho, por meio de denúncia. Os policiais lavraram Boletim de Ocorrência e o IAP um auto de infração para apurar e punir o responsável pela manutenção. Como os policiais entenderam que os pássaros não tinham condições de retornar ao habitat natural de imediato e que não estavam sofrendo maus tratos, eles permaneceram sob guarda do dono.

“Foi constatado que não havia maus tratos e, além disso, a necessidade de adequar a logística de transporte e do espaço na clínica na UFPR em Palotina, decidimos manter o Termo de Fiel depositário elaborado pela Polícia Ambiental. Agora, eles foram destinados para o espaço mais adequado”, explica a chefe regional do IAP em Toledo, Glória Maria Genari Pozzobom.

Natureza 

 No campus da UFPR em Palotina, as aves serão melhor avaliadas, tratadas e recuperadas para, se possível, retornarem à natureza. Eles serão avaliados por biólogos e veterinários para verificar os locais de incidência de cada espécie.

Os que não conseguirem retornar à natureza serão prioritariamente destinados para criadores e mantenedores devidamente licenciados. Também poderão ser destinados a pessoas que queiram adotar.

“Em situações como essa, sempre vamos procurar mantenedores, criadouros científicos ou institutos conservacionistas, que já têm expertise para cuidar do animal. Não sendo possível, em último caso, a gente pode entregar para uma pessoa física que tenha a consciência de que terá que cuidar do animal como se fosse uma criança. Esse cuidado é tanto com relação ao bem-estar do bicho quanto à condição financeira do adotante, pois o animal sempre trará despesas extras”, explica a diretora de Licenciamentos Especiais do IAP, Edilaine Vieira.

Crime 

O infrator que estava de posse das aves alegou para os órgãos de fiscalização que não tinha conhecimento da lei e que sempre criou animais para si mesmo. Porém, manter animais nativos silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes é crime ambiental e pode ser considerado tráfico de animais. Por isso, ele responde por processo criminal e administrativo.

O dono das aves foi autuado em R$ 130 mil. A medida ainda cabe defesa, recurso e possibilidade de redução do auto de infração, conforme o previsto em lei.

Com informações de Agência Estadual de Notícia


  


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