COTIDIANO

Especialistas do mundo todo conhecem programa de restauração florestal da Itaipu

Profissionais participam de Conferência Mundial de Restauração Ecológica em Foz do Iguaçu. Evento reúne mais de mil especialistas, vindos de 66 países

Foz do Iguaçu
Conferência Mundial | 01/09/2017 07h31

No RBV, os pesquisadores se dividiram em dois grupos e conheceram as áreas de fauna e flora (Foto: Nilton Rolin/Itaipu Binacional )

Os participantes da 7ª Conferência Mundial e da 1ª Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, que acontecem desde domingo (27) em Foz do Iguaçu, tiveram um dia de campo nessa quarta-feira (30). As visitas técnicas incluíram as áreas protegidas de Itaipu, onde os profissionais conheceram o programa de restauração florestal da empresa. A conferência reúne mais de mil especialistas de universidades e instituições de pesquisa de 66 países. O evento, que tem o apoio da Itaipu, termina no dia de hoje (1º), no Hotel Recanto Cataratas.

Divididos em grupos, os especialistas visitaram o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), o Corredor de Biodiversidade, a faixa de proteção do reservatório e áreas de proteção florestal no lado paraguaio da empresa. No RBV, eles conheceram os setores de fauna e flora e o Canal da Piracema.

Itaipu tem o um dos maiores programas de restauração florestal do setor elétrico mundial, com mais de 44 milhões de árvores plantadas. As áreas protegidas somam hoje mais de 105 mil hectares.

Para o engenheiro florestal José David Diaz, da The Nature Conservancy, da Guatemala, espaços como o RBV têm uma função educacional muito grande. “A trilha sensorial nos faz refletir sobre algo que nós perdemos quando viramos adultos, este modo de ‘sentir a natureza’. Tenho um filho pequeno que adoraria estar aqui, tocar, sentir. Não conheço instituição que faça isso”, afirmou. Diaz atua no setor de conservação da água e reconhece a importância da manutenção das florestas para preservar rios e lagos, trabalho feito por Itaipu no entorno do reservatório.

Na opinião da bióloga Alba Lúcia Cavalheiro, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Itaipu fez bem a recomposição florestal do local que há 33 anos era um capinzal e, hoje, abriga o refúgio biológico. “Na construção da usina, em uma ponta estão os responsáveis pela produção de energia e, na outra, estão os grupos de pesquisa que estudam como atenuar o impacto humano”, afirma. “A empresa tem feito isso da melhor forma possível, nós vemos aqui uma recomposição florestal que presta os serviços ambientais, já há a recuperação da biodiversidade, da proteção do solo e do microclima”.

“Estou muito impressionada com a paixão dos profissionais da empresa com o trabalho que fazem”, afirmou a arqueóloga Anabel Ford, da Universidade da Califórnia de Santa Bárbara, Estados Unidos. Ela acompanhou atenta as explicações do médico veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas de Itaipu, sobre as trilhas de fauna no RBV. “Há uma preocupação com a relação entre o ser humano e a natureza, e estamos perdendo isso”, disse a especialista que estuda a civilização Maia, no Sul do México.

Conferência de Restauração Ecológica

As conferências Mundial e Brasileira de Restauração Ecológica são organizadas a cada dois anos pela Sociedade de Restauração Ecológica (SER, na sigla em inglês). Em Foz do Iguaçu, elas aconteceram por meio de uma parceria com a Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (Sobre) e a Sociedade Ibero Americana e Caribenha de Restauração Ecológica (Siacre). Os participantes de mais de 60 países são de agências governamentais, organizações sem fins lucrativos, universidades, instituições de pesquisa e da iniciativa privada.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,4 bilhões de MWh. Em 2016, a usina retomou a liderança mundial em geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh gerados. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de 17% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 76% do Paraguai.

Com informações de Assessoria


  


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