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Afetados pelo Irma retornam à Flórida com trânsito lento e falta de gasolina

Moradores de Golden Gate, na Flórida, retornam às suas casas e começam a limpar a destruição que o Irma deixou ao passar pela região com ventos de mais de 200 quilômetros por hora

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FURACÃO | 13/09/2017 09h55

Afetados pelo Irma retornam à Flórida com trânsito lento e falta de gasolina. (Foto: Giorgio Vieira/EPA/EFE/direitos reservados )

Os moradores do sul da Flórida que decidiram voltar para casa, após o êxodo em massa provocado pelo furacão Irma, tiveram de enfrentar estradas congestionadas, rotas fechadas e postos de gasolina sem combustível. As informações são da agência de notícias EFE.

Tal como se observa nas redes sociais e nos boletins de tráfego, o retorno para quem se aventura nas estradas não está sendo um caminho livre de obstáculos, um cenário previsto por outros que decidiram esperar para o retorno.

site FL511, operado pelo Departamento de Transporte da Flórida (FDOT), contabiliza mais de 20 estradas fechadas ou com danos provocados pelo furacão Irma.

Em sua conta no Twitter, o FDOT informou, por exemplo, que a estrada interestadual I-75, sentido sul, e a I-10, sentido leste, apresentam "tráfego pesado" e sugere aos motoristas que não retornem aos seus lares até que as autoridades o recomendem.

Meios de comunicação locais também dão conta do fechamento de alguns postos de gasolina, ainda que, segundo a Turnpike Orlando, entidade oficial que supervisiona as estradas na área de Orlando, no centro do estado, na tarde desta terça-feira (12) todos os postos já estavam abertos e dispunham de combustível, ainda que limitado somente a veículos.

A conta oficial do Twitter da Patrulha de Estradas da Flórida mostra imagens de patrulheiros deste corpo policial escoltando caminhões-cisternas de gasolina com destino aos postos de gasolina pelas estradas estaduais.

Da mesma maneira, o governador da Flórida, Rick Scott, disse ontem à tarde que os três principais portos do estado, Everglades, Canaveral e Panama City, receberam autorização da Guarda Costeira para voltar a operar, o que permitirá o atendimento a clientes e a distribuição de combustível.

Pouco antes da chegada do Irma, mais de 6,5 milhões de moradores da Flórida receberam ordem de evacuação, diante do perigo de inundações, que provocou um êxodo sem precedentes rumo ao norte do estado. As principais estradas do estado registraram congestionamentos que se estenderam até estados vizinhos, como a Geórgia.

Fechada a turistas

Autoridades turísticas do arquipélago Flórida Keys, ponto onde no domingo passado o Irma tocou terra como furacão de categoria 4, informaram a entrada de turistas na região segue proibida até que terminem as tarefas de recuperação da área.

Segundo um comunicado do Conselho de Desenvolvimento Turístico do Condado de Monroe, onde fica o arquipélago, estas ilhas permanecerão fechadas aos visitantes até que as "tarefas de avaliação dos danos e restauração de energia, água, comunicações e infraestruturas sejam finalizadas".

A passagem para os residentes e donos de negócios nas ilhas mais ao norte do estado foi aberta nesta terça-feira, mas as autoridades pedem aos visitantes que "adiem qualquer plano de curto prazo" no condado de Monroe.

Embora a data exata de reabertura de todas as ilhas não tenha sido anunciada, o comunicado indica que é provável isso ocorra antes da comemoração do Fantasy Fest, festival anual de fantasias que começará no próximo dia 20 de outubro.

Nos aeroportos de Flórida Keys e Marathon, as pistas de aterrissagem estão disponíveis apenas para os aviões que trazem provisões e equipes de resgate, mas o serviço comercial de voos está suspenso "até novo aviso".

O arquipélago de Flórida Keys, onde o furacão Irma chegou com ventos de mais de 200 quilômetros por hora (km/h), vive uma "crise humanitária", segundo indicou o Departamento de Emergências do condado de Monroe.

 

Com informações de Agência Brasil


  


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