COTIDIANO

Laudo confirma que menina de seis anos morta em Umuarama sofreu abuso sexual

Ela desapareceu perto da escola em que estudava; crime causou protesto de moradores e rebelião na delegacia da cidade

Paraná
LAUDO | 03/10/2017 14h46

O laudo com as causas da morte de Tabata Fabiana Crespilho da Rosa, de seis anos, foi divulgado na segunda-feira (02) e confirmou que menina sofreu violência sexual antes de ser morta por enforcamento.

O caso aconteceu em Umuarama, no noroeste do Paraná. Ela desapareceu perto da escola municipal em que estudava em 26 de setembro. No dia seguinte, o suspeito foi preso.

"Ele realmente é o autor, já tem antecedentes. Já matou uma menina de 15 anos em Chopinzinho [sudoeste paranaense], respondeu por esse crime, estava em liberdade. Já tinha cometido um estupro em Francisco Beltrão [sudoeste do Paraná]. A literatura policial diz que todo maníaco sexual volta a deliniquir", afirmou o delegado-chefe da Polícia Civil em Umuarama, Osnildo Carneiro Lemes

O delegado já havia dito que a criança tinha sido abusada sexualmente.

Protesto e rebelião

Após a prisão do suspeito, moradores da cidade tentaram invadir a delegaci. Os presos da cadeia pública de Umuarama aproveitaram o protesto para sair aos poucos das celas. Eles começaram com um pequeno motim e depois se rebelaram, por 17 horas.

A rebelião começou na noite de 27 de setembro e foi encerrada na tarde do dia seguinte. Ao todo, 260 presos se rebelaram.

A fiação e os encanamentos, por exemplo, foram totalmente danificados. A cozinha também ficou destruída.

Engenheiros da polícia que fizeram um balanço dos estragos estudam a possibilidade de o prédio de delegacia, que está fechado, ser demolido.

Na sexta, Osnildo Carneiro Lemes comentou essa altenartiva de demolir local. O delegado disse acreditar que "talvez seja melhor demolir e construir a cadeia em outro local". Isso porque, o gasto para uma solução paliativa pode ser muito caro.

Depois do fim da rebelião, presos foram transferidos da cadeia para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco), também no noroeste do estado.

Com informações de G1


  


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