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Polícia suspende negociação com presos em rebelião na Penitenciária de Cascavel

Rebelião começou às 15h30 de quinta-feira (9); dois agentes penitenciários são mantidos reféns

Paraná
PEC em Cascavel | 10/11/2017 20h24

Área em frente à Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) continua isolada pela polícia (Foto: nna Flávia Nunes/RPC )

A Polícia Militar (PM) informou que suspendeu as negociações com os presos na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), na região oeste do Paraná, no final da tarde desta sexta-feira (10). Centenas de detentos estão rebelados no local, desde as 15h30 de quinta-feira (9).

Na manhã desta sexta-feira, o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) relatou que dois presos foram mortos na rebelião. No início da noite, o diretor do Depen, Luiz Cartaxo, corrigiu a informação, e disse que uma morte foi confirmada e que há a suspeita de uma segunda morte, que só será apurada quando terminar o motim.

O Depen informou que 270 presos foram transferidos, ao longo do dia, para a penitenciária ao lado da PEC.

Dois agentes penitenciários são mantidos reféns. Segundo o coronel da PM, Washington Lee, os presos não cumpriram as exigências propostas até o momento.

"Nós vamos dar um tempo, porque foram muitos altos e baixos. Sempre, a Polícia Militar cumpriu o seu papel com o que foi prometido", afirmou.

A polícia informou ainda que foi suspenso o abastecimento de água, eletricidade e alimentação na PEC. De acordo com o coronel, as negociações devem ser retomadas às 6h de sábado (11).

O coronel informou que a liberação dos reféns é o principal objetivo.

"Vamos ver até onde eles vão querer conversar", disse.

No início da manhã desta sexta-feira, a PM chegou a dizer que a negociação estava prestes a ser concluída, mas pouco tempo depois afirmou que os detentos não cumpriram o acordo e que, por isso, as negociações recomeçaram.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários informou que a rebelião começou no solário da penitenciária. Os presos que estavam no local escalaram a parede e acessaram o telhado. Desde então, eles não saíram mais do local.

Em reunião nesta sexta-feira, a comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cascavel levantou que os rebelados reclamam da queda na qualidade dos alimentos servidos e do tratamento dado às visitas. Os detentos, aponta o representante dos advogados, Marcelo Navarro, exigem ainda a transferência de três agentes penitenciários.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), a PEC foi projetada para receber 1.160 presos, mas abrigava 980 antes da rebelião.

Confira, abaixo, a nota do Depen:

"A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná informa que seguem as negociações com os presos amotinados na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC).

O Departamento Penitenciário, diferente do que foi informado anteriormente, confirma a morte de apenas um detento e existe a suspeita de mais um óbito dentro da unidade prisional, mas que só será apurada quando terminar o motim.

Ao longo do dia foram transferidos 270 detentos para a penitenciária ao lado da PEC -- são presos que não se envolveram no motim".

Outra rebelião

Em 2014, outra rebelião na mesma unidade deixou ao menos cinco presos mortos e 27 feridos. O motim foi encerrado após 45 horas. Na ocasião, cerca de 80% da estrutura da penitenciária foi destruída pelos presos.

Com informações de G1 Paraná


  


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