POLICIAL

Rebelião na PEC termina após 43 horas e dois detentos mortos

O motim encerrou com a liberação do terceiro agente refém o Marcelo

Paraná
PEC em Cascavel | 11/11/2017 11h16

Rebelião na PEC termina após 43 horas e dois detentos mortos (Foto: CATVE )

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), no oeste do Paraná, terminou na manhã deste sábado (11) após 43 horas. Duas mortes foram confirmadas, três agentes reféns liberados e três presos receberam atendimento médico. A rebelião foi encerrada por volta das 10h30 quando os presos liberaram o agente Marcelo, último refém a ser resgatado.

A rebelião teve início na quinta-feira (9) quando três agentes penitenciários feitos reféns. Todos passam bem apesar de muito abalados. A Polícia Militar e equipes do SOE (Setor de Operações Especiais) entraram na unidade.

Segundo a Sesp, a PEC foi projetada para receber 1.160 presos, mas atualmente abriga 980.

Na tarde de hoje às 15 horas o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, vai atender a imprensa para passar mais informações sobre o fim do motim. A coletiva será na Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC).

Segundo o diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), Luiz Cartaxo, um preso foi morto decapitado, porém pelo menos duas mortes foram confirmadas.

Os agentes terão um trabalho psicológico para reabilitação.

Dezenas de presos fugiram durante a madrugada deste sábado (11), número de fugitivos será contabilizados durante a tarde.

O IML (Instituto Médico Legal) está no local para recolher os corpos.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Jairo Ferreira Filho, culpou o estado pela rebelião. Ele justificou que o Paraná não investe o necessário, para que os agentes tenham a segurança necessária.

Presos deverão permanecer no presídio, mesmo com ele todo danificado, informou o Coronel da Polícia Militar, Washington Lee Abe.

Em 2014, outra rebelião na PEC deixou ao menos cinco presos mortos e 27 feridos. O motim foi encerrado após 45 horas. Na ocasião, cerca de 80% da estrutura da penitenciária foi destruída pelos presos. Os danos desta vez devem chegar a 70¨% avalia a polícia.

Com informações de CATVE


  


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