POLÍTICA

Licitação da prefeitura para a compra de lanches gera polêmica na Câmara

Vereadores querem informações sobre os R$ 96,9 mil previstos para a compra de lanches e bebidas para reuniões da prefeitura

Mal. Cândido Rondon
Polêmica | 05/12/2017 12h40

Arion Nasihgil durante seu pronunciamento

Um registro de preços para a compra de lanches e bebidas para reuniões da prefeitura, no valor de R$ 96,9 mil, gerou polêmica na sessão da Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon nesta segunda-feira (05). Os vereadores Arion Nasihgil, Adriano Cottica e Maria Amália apresentaram um pedido de informações para ter mais detalhes acerca deste processo licitatório, vencido por duas empresas do município.

Segundo o vereador Arion, gastar quase R$ 100 mil em doces, salgadinhos e lanches para atender reuniões da prefeitura num momento que faltam recursos na saúde, na educação e outros setores, é zombar com a cara da população. Ele ainda lembrou de outras compras escandalosas feitas no decorrer do ano pela administração do prefeito Márcio Rauber, como os casos das marmitas, dos chaveiros e do futebol de sabão.

O vereador Adriano Cottica igualmente se manifestou sobre o caso em pronunciamento da tribuna, solicitando também dos vereadores de situação uma posição de cobrança. “Não podemos aceitar isso. Para que gastar 100 mil reais em pasteizinhos. Por favor”, disse.

Por outro lado, em defesa da administração, o presidente da Câmara, Pedro Rauber, chamou os vereadores Arion e Cottica de levianos pela forma como abordaram o assunto. Ele disse que o registro de preços é apenas uma previsão de compra e não necessariamente um gasto.

Também em defesa do prefeito, o vereador Nilson Hachmann se manifestou dizendo que na administração passada também houve gastos com isso, apresentando números de 2015 e 2016, de R$ 70 mil e R$ 89 mil, respectivamente. Num aparte, o vereador Arion novamente se manifestou, confirmando que fora um absurdo o que foi gasto no passado, porém cobrando o próprio prefeito Márcio Rauber, que era vereador à época, por não ter tomado providências. “Onde estava aquele vereador de oposição que não viu a gestão passada gastar esse valor e não questionou? Pelo jeito foi conivente”, disse Arion.

Nilson Hachmann concluiu seu pronunciamento observando que é função do vereador de fiscalizar as ações do executivo, porém não criticar antes mesmo do ocorrido.

Confira abaixo na íntegra o vídeo da sessão da câmara desta segunda-feira.


  


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