COTIDIANO

Primeiro semestre será ‘recheado’ de concursos públicos

Com eleições neste ano calendário fica concentrado na primeira metade do ano

Geral
concursos | 09/01/2018 10h47

Concurseiros investem em cursos (Foto: Franklin de Freitas )

Após um 2017 positivo, com a abertura de um bom número de concursos públicos nas esferas estaduais e federal, o ano de 2018 deve reservar uma agenda lotada aos concurseiros no primeiro semestre. É que com eleições marcadas para agosto, o Poder Público se vê obrigado a antecipar as provas para não descumprir a legislação, que proíbe ao Executivo e ao Legislativo contratarem três meses antes da eleição até o dia de posse dos eleitos.

“O ano de 2017 se concretizou como um bom ano e 2018 tende a ser melhor ainda no primeiro semestre, que daí entramos em período eleitoral e os concursos ficam suspensos. Então agora é a hora”, afirma Henrique Arns, diretor do curso Luiz Carlos, especializado em concursos públicos e há 35 anos no mercado.

Até aqui, três editais já foram lançados e têm atraído grande atenção. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), uma espécie de ‘CIA tupiniquim’, oferta 300 vagas para nível médio e superior com lotação em Brasília e salários que variam entre R$ 6.302,23 e R$ 16.620,46. A Petrobras, por sua vez, oferta 57 vagas imediatas de nível superior com remuneração na casa dos R$ 10 mil.

Já no Paraná, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Paraná (Agepar) publicou na última semana, no Diário Oficial, o edital de abertura do concurso público para provimento de 20 vagas. A remuneração chega a R$ 6.869,29 e os cargos são para nível médio e superior.

Com provas previstas para acontecerem em março, tais concursos se somam a outros abertos desde o ano passado e cujas provas serão aplicadas neste ano, como o concurso para técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná, com mais de 90 mil inscritos, e a outros tantos que deverão ser anunciados nos próximos dias ou semanas, incluindo prefeituras e outras instituições públicas.

“O Ministério do Planejamento já aprovou R$ 550 milhões para a realização de concursos públicos neste ano, então a expectativa é que esse valor todo seja consumido já neste primeiro semestre”, comenta Henrique Arns, apontando ainda que na sequência deverão ser lançados editais com vagas para a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Receita Federal (RF) e vários ministérios, como o do Trabalho.

Aposentadoria

Até pouco tempo, a promessa de uma aposentadoria difícil de ser equiparada no setor privado era um dos principais atrativos do funcionalismo público. Com a iminência de uma reforma da Previdência, contudo, esse aspecto acabou por deixar de ser tão positivo aos concurseiros. Ainda assim, segundo Henrique Arns, o fator estabilidade tem atraído um número cada vez maior de estudantes interessados em ingressar na carreira pública.

“A crise econômica acabou gerando demissões e fez aumentar a procura pelos concursos, que acabam sendo uma garantia para a pessoa aprovada e que busca estabilidade. A reforma da Previdência deve tirar alguns benefícios previdenciários da pessoa concursada, mas a estabilidade ainda fala mais alto, até porque muitas dessas pessoas sofreram com demissões no setor privado”, aponta Arns.

Com informações de Bem Paraná


  


Comentários

ACESSAR SUA CONTA PARA COMENTAR    ou   CADASTRE-SE

Comente esta notícia

Ao enviar seu comentário você concorda com os Termos de Uso deste espaço.


 
Facebook Twitter WhatsApp