POLÍTICA

Assembleia retoma os trabalhos de olho nas eleições

Mudança no governo com saída de Richa pode alterar equilíbrio de forças no Legislativo

Paraná
Eleiições 2018 | 05/02/2018 08h17

Assembleia: expectativa de troca no governo (Foto: Pedro de Oliveira/Alep )

A Assembleia Legislativa retoma os trabalhos nesta segunda-feira (05) com as atenções voltadas para as eleições de outubro, quando a maior parte dos deputados deve buscar um novo mandato. A maior expectativa é sobre a possibilidade de mudança no governo, com a eventual renúncia do governador Beto Richa (PSDB) no início de abril para disputar uma vaga no Senado. Caso isso se confirme, a vice-governadora Cida Borghetti (PP) assumiria o governo por nove meses, como pré-candidata à reeleição, levando também a um realinhamento de forças no Legislativo. Ela disputa a indicação de candidata do grupo governista com o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD).

A troca de comando no Palácio Iguaçu pode produzir alterações significativas na composição da base governista e de oposição, já que o grupo de Ratinho Jr comanda o bloco PSD-PSC, que com 14 deputados, é o maior da Assembleia. Pensando nisso, nas últimas semanas o ministro da Saúde e marido da vice-governadora, Ricardo Barros (PP), tem intensificado os contatos com parlamentares de diversos partidos, em um esforço para garantir apoio para o projeto político de seu grupo.

A movimentação de Barros teria inclusive incomodado o grupo de Beto Richa, levando o governador a afirmar que poderia permanecer no cargo até o final do mandato e não disputar a eleição, caso não haja um candidato único da base governista à sucessão estadual. “Formamos um grupo político que venceu várias eleições. Tanto a Cida Borghetti (PP), quanto o Ratinho Junior (PSD) fazem parte desse grupo. O sonho do governador é juntar esses nomes, formar uma chapa com integrantes da base aliada. Se houver esse entendimento pode haver a renúncia e veremos o governador disputando uma vaga no Senado. Mas sem esse acordo Beto Richa pode se manter no governo”, avisou o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB).

As declarações teriam irritado Barros, que questionou o governador sobre sua posição. Através de aliados, Richa teria mandado dizer que ninguém fala por ele, e que não há nada definido sobre o assunto. Mas fontes próximas ao governador confirmam que a intenção teria sido dar um recado ao grupo no ministro, que estaria “forçando a barra” no assédio a partidos aliados. Além disso, o grupo de Richa estaria preocupado com o risco de um “racha” na base governista com a disputa entre Cida Borghetti e Ratinho Jr, que poderia beneficiar adversários.

Como parte desse jogo de disputa interna, no último dia 24, presidentes de cinco partidos da base de apoio do atual governo – PSDB, PSB, PTB, DEM e PR – divulgaram manifesto afirmando que Richa seria o “principal articulador para a formação de uma coligação”, e que ele seria o único credenciado para comandar o processo de sucessão.

Assédio
A movimentação de Barros também estaria incomodando o grupo de Ratinho Jr. Segundo essa versão, o ministro teria atraído o PSC e o PR – partidos até comprometidos com a pré-candidatura do deputado. E estaria assediando outras legendas e lideranças do grupo governista, oferecendo cargos em uma eventual futura administração de Cida Borghetti em troca de apoio às pretensões eleitorais da vice.

Ao mesmo tempo, setores da base do atual governo trabalham por uma aproximação com o ex-senador e pré-candidato ao Palácio Iguaçu, Osmar Dias (PDT). Ele foi convidado a se filiar ao PSB em articulação encabeçada pelo líder da bancada governista na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), com a garantia da legenda para disputar a sucessão estadual. Osmar, porém, afirma que prefere permanecer no PDT, e que só tomará uma decisão no final do prazo para troca ou filiação partidária, no início de abril.

Com informações de Bem Paraná


  


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