POLÍTICA

Governo insiste em nomeação de Cristiane Brasil e não aceitará outra indicação do PTB

A prerrogativa é de que não existem provas, apenas acusações, que não impossibilitam a posse da deputada

Geral
Posse de cristiane brasil | 05/02/2018 15h21

Ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que, para o governo, condenação de Cristiane Brasil na Justiça Trabalhista não faz dela "imoral ou amoral" (Foto: G1 )

Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), afirmou nesta segunda-feira (5) que o governo vai insistir na nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho. O ministro também ressaltou que não vai pedir ao PTB que apresente um novo nome ao ministério em substituição ao de Cristiane.

A deputada foi escolhida para o cargo no início de janeiro, mas a posse dele foi suspensa por sucessivas decisões judiciais. Atualmente, o caso aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Neste domingo, a TV Globo revelou o áudio de uma reunião convocada por Cristiane, em 2014, na qual ela cobra votos de servidores públicos, argumentando que eles perderiam o emprego se ela não fosse eleita. Também no fim de semana, o jornal “O Estado de S. Paulo” disse que a deputada é investigada em inquérito sobre associação para o tráfico de drogas. A informação foi confirmada pela TV Globo. A parlamentar nega as acusações.

“O governo continua insistindo no reconhecimento da privativa prerrogativa do presidente Temer prevista na Constituição de nomear os seus ministros”, disse Marun. “Nós não vamos solicitar que o PTB faça qualquer outra indicação”, enfatizou o ministro.

Em entrevista concedida no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que não existe nada provado contra a deputada do PTB. “A deputada não tem nenhuma condenação, não existe nada que efetivamente denigra o nome da deputada nesse sentido”, disse. Em seguida, ele foi questionado sobre a condenação de Cristiane Brasil na Justiça trabalhista. A deputada foi condenada em 2016 a pagar uma dívida trabalhista de R$ 60,4 mil a um motorista que prestava serviços para ela e para sua família, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1) confirmada em segunda instância.

“Nós entendemos que o fato de alguém ter perdido uma ação trabalhista não significa que essa pessoa seja imoral ou amoral”, afirmou.

Com informações de G1


  


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