COTIDIANO

Cai desigualdade salarial entre homens e mulheres no Paraná

A queda na diferença se deve a uma mudança estrutural registrada nos últimos anos, de acordo com o Ipardes

Paraná
Economia | 12/02/2018 11h19

A desigualdade de salários entre homens e mulheres persiste, mas vem diminuindo nos últimos anos no Paraná, conforme mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e compilados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social).

O salário médio dos homens no Estado foi de R$ 2.441, contra R$ 2.206 das mulheres em 2016, uma diferença de R$ 235. Naquele ano - dado mais recente disponível -, as mulheres ganhavam 26,5% menos do que os homens. Em 2012, essa diferença era de 32,1%. O rendimento médio dos homens era de R$ 2.442 e das mulheres era de 1.658, de acordo com o IBGE.

A queda na diferença se deve a uma mudança estrutural registrada nos últimos anos, de acordo com Daniel Nojima, diretor do centro de estatísticas do Ipardes.

"Certamente a educação tem um peso nessa mudança. As mulheres, especialmente as jovens, têm mais anos de estudo do que os homens, o que tem se refletido em maiores remunerações".

Entre 2012 e 2014, o salário das mulheres aumentou - sem considerar a inflação no período - 47% no Paraná. Já o dos homens ficou praticamente estável. Em média, as mulheres brasileiras com 25 anos ou mais têm 8,2 anos de estudo, contra 7,8 anos dos homens, de acordo com dados do IBGE.

Entre 2012 e 2016, o Paraná melhorou duas posições entre os Estados com menor desigualdade salarial - passou de quarto para sexto lugar. Hoje, tem a menor disparidade de salários entre os sexos do Sul. No Rio Grande do Sul, as mulheres ganhavam, em média, 27,4% menos, e em Santa Catarina, a diferença era de 26,5% em 2016.

Um estudo do Fórum Econômico Mundial, divulgado no ano passado, colocou o Brasil na 129a posição entre os países com maior diferença salarial entre os gêneros. O relatório pesquisou condições de 144 países e aponta um cenário mais pessimista. De acordo com o documento, o País demoraria 100 anos para equiparar condições econômicas entre homens e mulheres.

Com informações de AEN-PR


  


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