COTIDIANO

Produtor bragadense investe na produção de energia limpa e autossustentável

Edimar Esser é um dos pioneiros da região a apostar no projeto de Geração Distribuída de Energia com Biogás

Pato Bragado
Energia Biogás | 06/03/2018 14h27

Autoridades e empresas parceiras comemoram a implantação do projeto de geração de energia e preservação ambiental (Foto: Marili Koehler )

Geração de energia limpa pelo próprio consumidor. Foi isso que o produtor rural, Edimar Esser da Linha XV de Novembro em Pato Bragado, implantou na sua propriedade, através do projeto de Geração Distribuída de Energia com Biogás. A inauguração oficial do empreendimento ocorreu na última sexta-feira (02).

Com uma área de cinco alqueires e um plantel de 3,5 mil suínos o agricultor é o único do município e um dos poucos da região, a investir na instalação de um biodigestor, numa época em que a busca por um destino sustentável para os dejetos de suínos é um grande desafio presente em vários estados produtores no Brasil.

Solução ambiental

O responsável técnico pelo projeto, engenheiro eletricista, Rafael Ghellere informa que a solução ambiental passa pelo tratamento dos dejetos em um biodigestor, que produz o biogás que é utilizado para geração de energia elétrica em um grupo gerador.

“Toda a energia produzida na propriedade é injetada na rede de distribuição da Copel, gerando créditos de energia para compensação nas unidades consumidoras participantes do consórcio de energia renovável, modelo de geração compartilhada, regulamentado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)”, explica.

O projeto de geração distribuída com biogás no modelo de consórcio, implantado na propriedade de Esser, é o primeiro do Paraná a receber autorização para entrar em operação comercial.

Esser aponta que o investimento financeiro é considerável e o prazo de retorno é de quatro anos. Considera relevantes os ganhos ambientais com o manejo adequado dos dejetos, que muitas vezes são jogados diretamente nos mananciais, contaminando rios e o lençol freático. “Os dejetos produzem o gás metano, que é lançado no ar e contribui para a formação do efeito estufa (metano é 21 vezes mais poluente que o CO2)” e, através do projeto a emissão desses gases para a atmosfera é reduzida significativamente, completa Ghellere.

Com informações de Assessoria


  


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