COTIDIANO

ADAPAR e Ministério da Agricultura realizam monitoramento de praga e resíduo de agrotóxicos

Monitoramento da praga Amaranthus palmeri

Paraná
Monitoramento | 13/03/2018 15h24

ADAPAR e Ministério da Agricultura realizam monitoramento de praga e resíduo de agrotóxicos (Foto: Assessoria )

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná - ADAPAR e Ministério da Agricultura realizaram fiscalização em conjunto visando o monitoramento da praga Amaranthus palmeri, conhecida popularmente como caruru resistente.

O objetivo foi monitorar a ocorrência dessa erva daninha no oeste paranaense visto que ela possui resistência a herbicidas e pode tornar-se potencialmente prejudicial a agricultura com perdas de produtividade nas culturas da soja, milho e algodão de até 90%.

Esta erva daninha apresenta alta variabilidade genética e fenotípica, porém algumas características podem ser utilizadas na sua identificação e diferenciação do caruru comum.

A característica mais notável é o comprimento dos pecíolos das folhas que são normalmente iguais ou maiores que a lâmina foliar, bem como, as folhas são arranjadas de forma simétrica ao entorno do caule. A inflorescência das plantas femininas apresenta-se espinhosa, com sensação de picadas nos dedos ao apertá-las.

O monitoramento da planta daninha é muito importante, pois ela é extremamente invasiva, adapta-se facilmente a diferentes ambientes e condições climáticas, apresenta elevada taxa fotossintética, grande eficiência no uso da água, rápido crescimento e alta produção de biomassa vegetal em curto espaço de tempo. Sua disseminação ocorre principalmente via sementes, sendo que uma única planta possui capacidade de produzir de 100 mil a um milhão de sementes. Nesse aspecto, as máquinas agrícolas, especialmente as colheitadeiras de grãos, são importantes mecanismos de dispersão da planta daninha.

Com base nos registros de entradas de máquinas agrícolas provenientes de municípios do Estado do Mato Grosso onde a praga se encontra ou locais próximos, realizaram-se fiscalizações de monitoramento nas propriedades cujo destino localizavam-se em municípios na Regional da ADAPAR em Toledo.

Também houve monitoramento da praga nas margens da Rodovia BR 163, visto que essa Rodovia é uma importante rota dos caminhões carregados com grãos provenientes do Mato Grosso.

Foram coletadas plantas suspeitas de caruru para análise, felizmente, até o presente momento o Paraná encontra-se livre da praga.

Cuidados: Os agricultores que possuem máquinas agrícolas e prestam serviços no Estado do Mato Grosso, em especial na região centro-norte do Estado, ao retornarem ao Paraná devem limpar as máquinas.

Os agricultores ao perceberem plantas vivas de caruru após aplicação de herbicidas em suas  lavouras devem ficar atentos, pois pode tratar-se de um exemplar da planta de caruru resistente. Diante dessa situação, a EMBRAPA disponibiliza uma cartilha contendo orientações gerais sobre como identificar a planta e o que fazer. Em caso de dúvidas, o agricultor deve comunicar a ADAPAR para realizar a amostragem e confirmação se fato é a praga em questão.

Monitoramento de resíduo de agrotóxico

A coleta de amostras vegetais para análise de resíduos de agrotóxico é uma atividade de rotina na ADAPAR. Qualquer planta, de interesse econômico ou não, pode ser amostrada para análise cujo objetivo é verificar a conformidade das aplicações dos agrotóxicos nas áreas agrícolas e se o produto colhido encontra-se apto ao consumo animal e humano.

Na safra 2017/2018 após denúncia anônima de uso irregular de agrotóxico na cultura da soja, direcionaram-se as amostragens para monitoramento de resíduo de agrotóxico em grãos da soja. As amostragens ocorreram em áreas agrícolas com indícios de aplicação irregular de agrotóxico e os principais objetivos foram verificar o respeito ao período de carência entre aplicação do agrotóxico e a colheita, bem como a aplicação de produto proibido para a cultura.

Infelizmente há agricultores que não se preocupam com a qualidade do produto produzido, bem como, há profissionais da agronomia que sabendo da restrição de uso de um agrotóxico acabam propiciando a autorização de compra do agrotóxico pelo agricultor que acaba contaminando o produto que vai para a alimentação animal ou humana.

Após a realização das amostragens, aguardaremos os resultados analíticos e, no caso de desconformidade, serão punidos os responsáveis.

A ADAPAR recomenda que os agricultores sempre consultem um bom profissional da agronomia em sua região para realizar o diagnóstico de sua lavoura e recomendar de forma correta o manejo de controle. Isso permite maiores produtividades, rentabilidade e, principalmente, oferta de alimento com qualidade para a população.

Com informações de Assessoria


  


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