COTIDIANO

Pato Bragado implanta projeto que busca facilitar a adaptação do 5º para o 6º ano

Passagem terá atenção especial, com ações específicas de profissionais da Secretaria de Saúde e Educação e Cultura

Pato Bragado
PROJETO | 04/04/2018 12h59

Pedagoga Elizete dos Santos Rosinski e psicóloga Vanessa Ripp, coordenadoras do projeto que busca diminuir o impacto da transição do quinto para o sexto ano (Foto: Marili Koehler )

Novo educandário, outros professores, mais disciplinas, tarefas e livros, colegas novos. Essa é a recente realidade do estudante que ingressa no sexto ano do ensino fundamental. A preocupação já chega no quinto ano, acrescida de um friozinho na barriga, tendo em vista a grande mudança que está por vir e que é responsável por 13 a 15% das reprovações no município de Pato Bragado.

De acordo com a pedagoga Elizete dos Santos Rosinski, essa adaptação, tanto física como emocional, tem de ser feita com atenção para evitar que os jovens se sintam desmotivados e percam a curiosidade pelos conteúdos, afetando de forma negativa o desempenho. “Além disso, nessa faixa etária da adolescência, também ocorrem as mudanças biopsicossociais que merecem atenção”, destaca.

Na intenção de avançar no desenvolvimento de ações que diminuam essa lacuna e de trabalhar o ser humano de uma maneira integral, surge o projeto Metamorfose, coordenado por Elizete e a psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Vanessa Ripp, com o envolvimento da nutricionista Lovane Foletto e da educadora Física, Cristina Lagemann, também do Nasf.

Preparação à adaptação

Elizete conta que o projeto Metamorfose teve início em dezembro de 2017, quando os alunos ainda estavam no 5º ano. “Acompanhei os estudantes até o Colégio Estadual Pato Bragado, onde foram recebidos pelos profissionais do educandário e futuros colegas do 6º ano. Na oportunidade compartilharam informações relativas às rotinas escolares de ambas as turmas, recebendo assim, um acolhimento inicial”, relata a pedagoga.

Ainda, segundo a profissional, no começo do ano foi promovido um encontro no qual relataram as mudanças que já tinham observado e quais eram as expectativas e angústias em relação a 2018. Com os pais também foi promovida reunião para repasse das diretrizes iniciais desse projeto e do sistema escolar do colégio estadual.

Adolescência acompanhada

A psicóloga informa que nesse trabalho integrado de profissionais da Secretaria de Educação e Cultura, e de Saúde, contando ainda com o importante apoio e acompanhamento dos professores regentes, bem como a equipe pedagógica e diretiva, durante o ano serão promovidas atividades voltadas à prevenção de doenças, promoção da saúde e qualidade de vida, em diferentes momentos do ano letivo. “Considerando esse período de adaptação e da adolescência, é imprescindível conhecer os hábitos de saúde dos adolescentes e suas insatisfações como forma de prever e evitar um futuro indesejado”, conclui Vanessa.

Com informações de Assessoria


  


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