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Richa, Alckmin e outros ex-governadores serão investigados na primeira instância

Richa é citado por delatores da Odebrecht como destinatário de R$ 2,5 milhões em caixa dois durante a campanha de reeleição em 2014

Geral
Eleições 2018 | 11/04/2018 09h21

Richa, Alckmin e outros ex-governadores serão investigados na primeira instância (Foto: Orlando-Kissner - ANPr )

Depois de o vice-procurador-geral de Justiça, Luciano Mariz Maia, protocolou junto ao Superior Tribunal de Justiça petições para que os inquéritos contra os quatro ex-governadores que renunciaram a seus mandatos na última semana para concorrerem nas eleições de outubro fossem remetidos à primeira instância, visto que os políticos perderam direito ao foro privilegiado, a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo solicitou urgência no envio do inquérito contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), tendo em vista “o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade”. Procurado, o Ministério Público Federal no Paraná informou, através de sua assessoria de imprensa ainda não ter tomado nenhuma medida neste sentido. O ex-governador Beto Richa (PSDB) é um dos políticos nesta situação. Além de Richa e Alckmin, Marconi Perillo (PSDB – GO) e Raimundo Colombo (PSD-SC) também são investigados na Lava Jato e perderam o foro ao renunciar a seus mandatos.

Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB. Ele é investigado pela suspeita, apontada por delatores da Odebrecht, de ser destinatário de R$ 10,3 milhões pagos pelo Setor de Operações Estruturadas do grupo, em 2010 e 2014. Parte dos valores teria sido recebida pelo cunhado de Alckmin Adhemar César Ribeiro.

Já o ex-governador do Paraná, Beto Richa, perdeu o foro privilegiado na última sexta-feira (06), ao renunciar ao cargo para desincompatibilizar-se para disputar a eleição para o Senado. Em inquérito que corria no STJ, Richa é citado por delatores da Odebrecht como destinatário de R$ 2,5 milhões em caixa dois durante a campanha de reeleição em 2014. O ex-governador diz que as acusações são falsas.

O inquérito deve ser remetido à força-tarefa do Ministério Público do Paraná e as medidas judiciais submetidas à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro. O MPF no Paraná não se manifestou sobre como procederá com o caso do ex-governador, que, se eleito ao Senado, readquire a prerrogativa de foro quando diplomado, em dezembro.

Além deste inquérito já em andamento, Beto Richa pode ser implicado nas investigações da 48ª fase da Operação, batizada de Integração, que investiga irregularidades na execução de contratos de concessões rodoviárias no Paraná. Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o ex-assessor da Casa Civil de Richa, Carlos Nasser, disse que recebeu recursos de empresas que operam as rodovias do Paraná e os utilizou em campanhas políticas. O MPF não lhe questionou quais campanhas, mas, ao explicar sua atuação profissional, ele contou que recebeu um cargo no governo depois de ter trabalhado pela eleição de Richa.

Com informações de Portal Guaíra


  


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