POLICIAL

Cartas e postagem no Facebook dão indícios que sargento pode ter premeditado crime

O Sargento Gelmir estava com seis cartas nas suas vestes e numa postagem pedia a compreensão pelo que iria fazer

Mal. Cândido Rondon
Tragédia anunciada | 11/04/2018 15h41

Postagem na apresentação da conta de Facebook do sargento (Foto: Reprodução/Facebook )

A Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon está investigando as motivações para o crime cometido na noite de ontem (10) pelo sargento da reserva da Polícia Militar, Gelmir Paula dos Santos. Tudo indica que o crime foi passional e, inclusive, pode ter sido premeditado, principalmente em função de seis cartas encontradas nas vestes do policial e também uma postagem na sua conta do Facebook.

As cartas foram encontradas nas vestes no momento em que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), ainda na noite de ontem. Cinco cartas são de autoria do próprio policial e uma é de autoria da sua ex-mulher, Cristina Scherner. Esta, inclusive, era uma carta registrada.

Segundo informou o delegado da Polícia Civil, Diego Valim, o conteúdo das cartas revela a vida conturbada do casal. Os textos citam fatos que envolveram situações de Maria da Penha e outros desentendimentos. Num dos trechos, Gelmir diz que não conseguia mais viver com sentimentos pelos quais estava passando.

Conteúdo semelhante o policial também deixou na sua conta do Facebook, como se estivesse alertando as pessoas para não tirar conclusões precipitadas. Sem se saber ao certo quando ele escreveu, mas na apresentação do seu perfil na rede social aparece a seguinte frase: “NÃO TENTAM TIRAR SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES. BUSQUEM SABER O PORQUE.”

Tragédia anunciada

O relacionamento conturbado do casal dava sinais que a história poderia terminar num desfecho trágico, como de fato ocorreu.

Gelmir e Cristina foram casados por algum tempo, mas as brigas constantes do casal acabaram provocando a separação, o que nunca teria sido superado pelo sargento. Com seguidas crises de ciúmes, era de conhecimento público as situações de conflito envolvendo os dois. Uma vez, inclusive, foi necessária a intervenção da própria Polícia Militar de Marechal Cândido Rondon quando ele a ameaçava com uma arma.

A tragédia se consumou na noite desta terça-feira, quando o policial fechou com seu carro a ex-mulher, que se deslocava para a aula de motocicleta. Seguiu-se uma discussão e depois ele atirou nela, atingindo-a com cinco disparos. Em seguida, ele disparou contra o próprio peito, morrendo no local.

Cristina foi socorrida e na noite de ontem ainda passou por cirurgia no Hospital Rondon. Na manhã de hoje passou por nova intervenção cirúrgica e aguarda vaga pra ser transferida para hospital de alta complexidade, em função da gravidade dos ferimentos.

 

 


  


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