COTIDIANO

Confirmada 1ª morte por influenza na região; Marechal Rondon tem um caso suspeito

Pelo menos sete casos são investigados pela 10ª Regional de Saúde

Mal. Cândido Rondon, Paraná
INFLUENZA A H3N2 | 12/04/2018 13h15

Confirmada 1ª morte por influenza na região; Marechal Rondon tem um caso suspeito (Foto: Divulgação )

O boletim da gripe divulgado ontem pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) traz um alerta à região oeste do Paraná: confirmada a primeira morte provocada por influenza, em Foz do Iguaçu, e se trata de um caso de H3N2. Não há detalhes sobre o paciente, nem a data da morte, que teria acontecido neste mês de abril.

O boletim revela que existem diagnosticados como influenza em todo o Paraná dois casos de H1N1, ambos em Santa Isabel do Oeste, da área de abrangência da 8ª Regional da Saúde de Francisco Beltrão, e um desses pacientes morreu.

Estão confirmados ainda seis casos de Influenza A H3N2 - um em Fazenda Rio Grande, dois em Curitiba, dois em Foz do Iguaçu, dos quais um morreu, e um em Cafezal do Sul, onde o paciente também morreu. Aparecem ainda na lista sete casos de Influenza A não subtipados, todos na Regional de Francisco Beltrão. O boletim evidencia também seis casos de Influenza B, sendo um na Regional da Saúde de Curitiba, dois na de União da Vitória, um na de Cascavel, um na de Londrina e um na de Jacarezinho, sem mortes.

Na soma, o Estado registra de 1º de janeiro até agora 21 casos de influenza com três mortes, índice de letalidade de 14%.

Ocorre que, segundo o próprio setor de imunização da 9ª Regional da Saúde de Foz do Iguaçu, somente por lá já foram diagnosticados desde o início do ano 16 casos de influenza. As confirmações vêm após exames no Lacen (Laboratório Central do Estado). Na Regional, a informação foi de que os casos não lançados no boletim não se tratavam de pacientes graves e que não precisaram de hospitalização.

Praticamente todos os exames positivos foram detectados no chamado sentinela, quando é feita uma coleta laboratorial para uma média de cinco pacientes internados em Unidades de Pronto-Atendimento ou em UTIs com gripe ou doenças respiratórias. Nas unidades de terapia intensiva, os exames são estendidos a todos os pacientes considerados graves.

Dos 148 testes sentinela realizados na Regional de Foz, pelo menos 11% deles teriam resultado positivo a um dos tipos de influenza, sendo sete de H3N2, vírus para o qual existe um alerta de possível surto neste ano no Brasil, dois de H1N1 e sete de Influenza B.

Outro aspecto que pode contribuir para a não apresentação da realidade dos casos ocorre porque nem todos os pacientes com sintomas peculiares à influenza são submetidos aos exames laboratoriais. Desde 2013 o protocolo usado pelo Estado é de que, caso o paciente dê entrada em uma unidade de saúde, hospital ou pronto-atendimento com sintomas de gripe, a indicação é seguir direto para a medicação antirretroviral, o chamado Tamiflu. “É um medicamento somente distribuído pelo SUS, até onde sabemos não há falta dele e a indicação imediata é para quem tem sintomas similares ao da influenza de modo que o quadro clínico não evolua rapidamente provocando complicações e se tornando um caso grave da doença”, explica o enfermeiro do setor de epidemiologia da 10ª Regional da Saúde de Cascavel, Daniel Loh.

Em investigação

Na 10ª Regional de Saúde de Cascavel existem pelo menos sete casos em investigação. Na Regional de Toledo são cinco, mas três já foram descartados e dois seguem em análise, um em Marechal Cândido Rondon e um em Assis Chateaubriand. Na de Foz do Iguaçu essa informação não foi confirmada.

Protocolo determina receita de Tamiflu

Conforme o enfermeiro Daniel Loh, a indicação de Tamiflu não costuma ser acompanhada de exames laboratoriais se o caso não for classificado como grave. “Os exames laboratoriais são feitos em duas situações, no chamado sentinela, no caso de Cascavel as coletas são feitas nas UPAs e nas duas UTIs do Hospital Universitário e do São Lucas. Nos pacientes com problemas respiratórios graves - as chamadas síndromes respiratórias agudas - aí a coleta é feita em 100% dos casos, além dos óbitos por doenças relacionadas”, afirmou.

Ainda de acordo com o enfermeiro, o boletim serve para mapear os casos graves da doença e que podem existir diagnósticos não mencionados nestes levantamentos que agora passam a ser divulgados todas as semanas. “Por isso no exame clínico, se há os sintomas o médico já deve receitar o Tamiflu para não evoluir para uma forma grave da doença (...) o foco de vigilância é mapear os casos graves que resultam em internamento ou que evoluíram para o óbito. A ideia de fazer o exame é identificar o que está causando a doença grave”, completou.

Com informações de O Paraná


  


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