TRÂNSITO

Cida descarta renovação dos contratos dos pedágios e quer reduzir tarifas

O governo do Paraná busca um novo modelo de concessões

Paraná
pedágios | 13/05/2018 10h57

O governo do Paraná busca um novo modelo de concessões (Foto: AEN )

A governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), descartou a renovação dos atuais contratos de pedágio do estado. Em reunião, em Brasília, com o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, Cida solicitou uma nova forma de concessão para as estradas federais do Anel de Integração – as concessões atuais datam de 1997 e terminam em três anos – em 2021, as seis empresas que administram os trechos vão precisar devolver o controle das BRs ao governo.

Após a reunião ficou estabelecido que União e governo do Paraná vão discutir o novo modelo em conjunto, conforme explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion. “O ministro está propenso a sentar conosco, a quatro mãos, para nós discutirmos um modelo e nós vamos fazer reuniões, agora, com o DER [Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná] e com o ministério. Vamos bolar um novo modelo. Mas não abrimos mão de nós decidirmos o futuro dos paranaenses”, disse.

O governo estadual prometeu, ainda, fazer audiências públicas em todo o estado para discutir o modelo a ser adotado. Há expectativa de ampliação das obras e de redução das tarifas cobradas em cerca de 50%. “Objetivo é a redução, em média, de 50% das tarifas atuais com a execução de mais obras, em especial, duplicações”, disse a governadora.

No encontro, o ministro Valter Casimiro afirmou que, por princípio, é favorável à delegação das rodovias aos estados porque os processos licitatórios são mais rápidos. “Geralmente os estados têm mais agilidade nas concessões que o Governo Federal. Estamos dispostos a evoluir nessas tratativas”, disse.

Dos 2,5 mil quilômetros de rodovias que formam o Anel de Integração no Paraná, cerca de 1.800 quilômetros são de estradas federais delegadas ao Estado.

Ainda em março, o governo federal havia ventilado a possibilidade de não renovação das concessões, com vistas à criação de um novo programa para essas estradas, tema que agora será tratado em reuniões a serem realizadas por representantes do DER-PR e técnicos do Ministério dos Transportes.

Investigações na Lava Jato

Em fevereiro, uma das empresas que administram as rodovias do Anel de Integração – a Econorte – foi alvo da Operação Integração, 48ª fase da Lava Jato. Entre os alvos estavam o diretor-geral do DER-PR), Nelson Leal, que foi afastado do cargo e segue preso.

As investigações apontaram que houve superfaturamento em obras e serviços e consequente aumento nas tarifas pagas pelos usuários.

O esquema era operacionalizado por administradores da concessionária Econorte e agentes públicos do DER/PR, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Casa Civil do Paraná. Segundo o MPF apontou, em fevereiro, R$ 63 milhões foram pagos a empresas de fachada ou sociedades sem que a prestação de serviços ou entrega de produtos fosse comprovada.

Na época, a força-tarefa não descartou a possibilidade de outras empresas estarem envolvidas no esquema. “Há indicativos que o esquema se repete em outros estados que possuem rodovias administradas pela mesma empresa, como também há suspeitas de que as fraudes abrangem outras concessionárias no Paraná”, informou o Ministério Público Federal (MPF), na deflagração da operação.

Com informações de Paraná Portal


  


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