COTIDIANO

Menino fica em estado vegetativo após receber medicação em UPA de Guarapuava

Ele foi levado à unidade com tosse e sinais de resfriado, segundo a família, e tomou medicação que interrompeu a respiração

Paraná
Erro médico | 09/08/2018 10h11

De acordo com os pais, ele nunca teve problemas de saúde e foi levado à unidade, em maio, porque tinha tosse e sinais de resfriado (Foto: G1 Paraná )

Um menino de três anos ficou em estado vegetativo depois de ser medicado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Batel, em Guarapuava, na região central do Paraná, segundo a família.

De acordo com os pais, ele nunca teve problemas de saúde e foi levado à unidade, em maio, porque tinha tosse e sinais de resfriado. Como não havia pediatra no momento, foi atendido por um clínico geral.

"Ele [o médico] falou que ia receitar uns remedinhos, que ele ia tomar na veia, e já ia para casa. No último, que era sulfato de magnésio, ele começou a ter parada. Estava tossindo bastante, se queixando bastante, que queria ir para casa. Quando olhei para ele, a boquinha já estava branca. Aí que eu vi que ele já não estava respirando", relata a mãe, Noelvis Oliveira.

Ela conta que imediatamente chamou a enfermeira, que pegou o menino nos braços e levou correndo para a emergência. Ele foi transferido da UPA às pressas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Santa Tereza, também em Guarapuava, onde ficou 25 dias internados.

Hoje em dia, depois de voltar para a casa, a criança não tem movimentos, não consegue falar, se alimenta por sonda e precisa de ajuda de oxigênio para respirar.

"Lá na UTI a médica falou que possivelmente foi o remédio de sulfato de magnésio. Falou que, a dose que ele [o primeiro médico] receitou, ela jamais receitaria para uma criança, mesmo que tivesse uma crise asmática ou bronquite, alguma coisa assim. Ela falou que era um medicamento para adulto, não para criança", diz a mãe.

O caso é apurado pelo Ministério Público.

"Pedimos informações ao município, se foi instaurado um procedimento na esfera do município, para apurar responsabilidade dos profissionais de saúde que atenderam a criança e, paralelamente, nós ouvimos alguns dos médicos que atenderam o paciente. Com essas informações e o prontuário médico, nós encaminhamos para um junta, na Procuradoria de Curitiba, para indicar se houve ou não má prática médica", diz o procurador do caso.

Não há prazo para a conclusão do parecer da Procuradoria.

Com informações de G1 Paraná


  


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