COTIDIANO

Corredor rondonense dá exemplo de persistência e força de vontade aos 70 anos

Ele começou a competir pelo bem da saúde aos 59 anos e hoje, com 70, não pensa em desistir

Mal. Cândido Rondon, Entre Rios do Oeste, Nova Santa Rosa, Quatro Pontes, Pato Bragado
exemplo | 20/09/2018 13h19

Ele começou a competir pelo bem da saúde aos 59 anos e hoje, com 70, não pensa em desistir (Foto: Arquivo Pessoal )

Um rondonense de 70 anos endossa a tese de médicos e educadores físicos que dizem que praticar esporte faz bem à saúde. Peixoto, como é conhecido, é maratonista desde 2007.

Antonio Carlos Peixoto da Silva nasceu em Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, em 25 de agosto de 1948. Formou-se em Farmácia pela Universidade Estadual de Maringá e veio para Marechal Cândido Rondon em 1990.

“Vim para assinar que era farmacêutico recém-formado e acabei comprando uma farmácia aqui”. E foi morando no município rondonense que começou a participar de maratonas.

Peixoto recebeu a equipe de reportagem do Jornal Tribuna do Oeste na farmácia que é proprietário e falou sobre seus motivos para iniciar nas competições. Além de mostrar com orgulho suas medalhas e troféus.

É dada a largada!

Antonio Carlos completou 70 anos em agosto. O esporte é o seu hobby preferido, desde jovem. Afinal, é uma ótima maneira de manter o corpo sempre em movimento, fato que ajuda a lubrificar as engrenagens das pernas e braços e deixa os pensamentos mais leves, colaborando com o bem-estar e a qualidade de vida “Na época em que era criança, não tinha muita opção de esportes para participar. Então, jogava futebol o dia inteiro”, relembra sorrindo.

“Comecei com 59 anos, devido a problemas de saúde, diabetes, hipertensão... E peguei gosto. De cinco quilômetros fui pra 10, depois pra 15 até chegar à ultramaratonas de 120 km”.

Superando limites

Em 2007, Antonio Carlos participou da corrida do Sesc em Marechal Cândido Rondon, conseguiu o 2º lugar na categoria. “Foi muito emocionante ganhar essa medalha”. Além de ser a primeira corrida que estava participando, “não imaginava que algum dia subiria no pódio”, Peixoto ressalta “nunca sabemos qual é o limite que conseguimos alcançar”.

Apesar das dificuldades que as maratonas apresentam pelo fato de serem muito desgastantes e as dores gerais, ele continua firme, viajando, competindo, batendo recordes e desafiando seus próprios limites.

Dos benefícios, a alegria de competir é maior

Peixoto maratonista já participou de seis ultramaratonas (até 123 km); 28 maratonas internacionais (45 km); 43 meias maratonas (21 km); um Duathlon (26 km de corrida, mais 18 km de ciclismo e mais 26 km de corrida), esta em Toledo; um Triathlon, em Caiobá; 280 corridas rústicas, de 10 km. Ele é prova de que “exercício físico é a melhor coisa que tem para a saúde, não há outra forma”.  

E pelo visto não vai parar tão cedo, “o que me deu muita alegria e trouxe muitos benefícios para a minha saúde foi o atletismo. Então, enquanto eu tiver forças, quero continuar participando de maratonas”.

Registro de conquistas

Fora as memórias, nas quais ele se perde quando interrogado se lembra de quantas maratonas já participou, tem álbuns, recortes de jornais e diversas outras anotações e registros de cada uma de suas participações.

As medalhas e troféus estão decorando em alto estilo as paredes e balcão de vidro de sua farmácia. No total, são 82 troféus e 243 medalhas de participação. As conquistas somam 25.640 quilômetros corridos em onze anos. “E para os incrédulos ainda tenho certificados de participação”, comenta.

E desistir, já pensou?

“Jamais”, ele responde. “Durante estes 12 anos, nunca desisti de uma prova”. Porém, algumas situações da vida são mais complicadas do que as outras e Peixoto foi marcado profundamente por uma prova, de ultramaratona, no Rio Grande do Sul. “Era de 50 km, e nos últimos 27 quilômetros, bateu a câimbra e o sol estava muito forte, tirei o tênis e entrei na praia, quase desisti”.

Ele explica: “fizemos uma viagem longa até chegar ao local da competição, chegamos no mesmo dia em que participaríamos da maratona. Foi muito exaustivo, já fomos para a competição cansados”.

“Na hora em que a maratona chega ao fim, penso em parar, por causa das dores, mas um dia ou dois dias depois, já estou em forma de novo, e com vontade de voltar a correr”, demonstra a satisfação em poder estar sempre ativo nas competições.

Dica do Peixoto

Para aqueles que não têm o hábito de praticar esportes, Antonio Carlos tem uma bela lição a deixar “Se exercitar é um benefício muito grande para a saúde, evita muitas doenças, inclusive a depressão. Também é excelente para a perda de peso e obesidade. Hoje, para mim, o esporte é tudo”.

Maiores conquistas

1° Lugar na Maratona Quatro Barras em Morretes PR.

1° Lugar na Ultramaratona 12 horas de Cascavel.

Tri campeão do Circuito Paranaense de Meias Maratonas.

100 etapas do Circuito SESC Paraná.

Tribuna do Oeste é o jornal dos municípios, ele circula todas as quintas-feiras em Marechal Cândido Rondon, Nova Santa Rosa, Mercedes, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado e Quatro Pontes. Informações e assinaturas: 3254-7886 ou 99974-3988.

Com informações de Jornal Tribuna do Oeste


  


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