POLÍTICA

Deputado federal mais votado no Paraná defende intervenção militar

O parlamentar acredita que é preciso endurecer a legislação que, na avaliação dele, favorece os bandidos

Paraná
Propostas | 08/10/2018 10h38

O deputado reforçou o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e se colocou à disposição do presidenciável para percorrer o Brasil em busca de votos (Foto: Reprodução Facebook )

O sargento da Polícia Militar Gilson Cardoso Fahur, de 54 anos, foi o deputado federal mais votado do Paraná com cerca de 315 mil votos válidos. O parlamentar acredita que é preciso endurecer a legislação que, na avaliação dele, favorece os bandidos. Diante disso, reforçou o apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), que disputará o segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

Em entrevista, na noite deste domingo (7), Fahur disse que recebeu o resultado da eleição com felicidade e também preocupação. “Quando um policial militar, que é intransigente com bandido, que é um tanto quanto radical, é votado expressivamente da maneira que eu fui, é que alguma coisa está errada com a segurança pública. Tem bandido com muitos direitos, isso aí é uma revolta das pessoas de bem, elegeram um deputado federal bastante incisivo contra a criminalidade”, disse.

Fahur revelou que pretende ajudar deputados que pensam como ele a resgatar projetos que estão esquecidos na Câmara Federal por falta de apoio, além de criar outras propostas para “endurecer a vida dos criminosos”.

“O bandido que comete crime usando arma dentro da casa da vítima tem que ser crime hediondo. O que significa isso? Significa que não terá benefícios, vai apodrecer na cadeia. Bandidos que estourar caixas eletrônicos também crime hediondo e contra a segurança nacional”, destacou.

Questionado se é favorável a uma intervenção militar, Fahur disse que sim. “Eu avalio uma intervenção militar de forma positiva, desde que se mudem as regras, se mudem as leis. Não adianta nada uma intervenção militar tal qual estamos vendo no Rio de Janeiro, onde as forças militares, as forças armadas, estão de mãos atadas. Então nós temos que mudar temporariamente a legislação para que as forças militares possam efetivamente fazer uma limpeza”, afirmou.

O sargento explicou que para a mudança na segurança pública acontecer é necessário “arranhar direitos”. “Não é possível que o preso, o bandido, tenha tantos direitos como se tem atualmente. O bandido tem que ficar preso. Audiência de custódia, tornozeleira eletrônica, tem que acabar isso aí, virar peças decorativas”, ressaltou.

Fahur acredita que esses “benefícios” dados aos presos pelos “direitos humanos” ferem a segurança da “população de bem”. “Logicamente que nós não podemos sair matando a torno e direito. Mas com certeza muitas vezes os direitos que os preso conseguiram com o passar do tempo têm beneficiado o preso em detrimento do cidadão de bem e nós temos que beneficiar o cidadão de bem em detrimento do vagabundo”, avaliou.

O deputado reforçou o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e se colocou à disposição do presidenciável para percorrer o Brasil em busca de votos.

Com informações de Paraná Portal


  


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