POLÍTICA

Câmara de Marechal Cândido Rondon vota processo disciplinar contra o vereador Nilson Hachmann

O resultado da votação novamente foi de 7 votos contra 6 pela admissibilidade

Mal. Cândido Rondon
LEGISLATIVO | 03/06/2019 20h54

Nova votação de admissibilidade teve o mesmo placar da primeira, ocorrida em abril (Foto: Cristiano Viteck )

A sessão de segunda-feira (03) do Poder Legislativo de Marechal Cândido Rondon foi marcada pela nova votação de admissibilidade para abertura de processo disciplinar contra o vereador Nilson Hachmann. Assim como havia acontecido na primeira votação, há cerca de 60 dias, agora também pelo placar de sete votos a favor e seis contrários o Poder Legislativo autorizou a instalação do processo pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

Votaram pela autorização os vereadores Adelar Neumann, Adriano Backes, Adriano Cottica, Arion Nasihgil, Claudio Kohler (Claudinho), Maria Amália Ritt Haab e Ronaldo Pohl.

Os votos contrários foram dos vereadores Gordinho do Suco, Neco, Paleta, Pedro Rauber, Portinho e Vanderlei Sauer.

Nilson é acusadode ter utilizado empresas jurídicas em nome de terceiros, mas que seriam de propriedade dele, para participar de processos licitatórios e fazer venda direta à Prefeitura.  Outras cinco pessoas são investigadas no caso, além do vereador. Nilson chegou a ser preso pelo Gaeco no dia 15 de maio e, após ficar detido por oito dias, obteve na Justiça o direito de responder ao processo em liberdade.

Porém, entre as várias sanções impostas ao acusado, Nilson teve o seu mandato de vereador suspenso por tempo indeterminado. Inclusive, ontem (03), o suplente Valdecir Schons (Paleta) foi empossado na Câmara no lugar do vereador afastado.

Desde o início de abril, Nilson vinha sendo processado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

Mas, na semana passada, a comissão processante – formada pelos vereadores Vanderlei Sauer, Arion Nasihgil e Adriano Cottica – acatou o argumento da defesa de Nilson, que pediu a anulação da votação ocorrida em 08 de abril. A alegação foi que por ter sido denunciante, o vereador Josoé Pedralli não poderia ter participado.

Na nova votação de admissibilidade realizada na noite de ontem, Pedralli foi substituído pela suplente Maria Amália Ritt Haab.

Com a aprovação pela segunda vez da admissibilidade do processo disciplinar, o Poder Legislativo retoma as investigações no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra Nilson, que pode ter o mandato cassado se forem confirmadas as acusações. O prazo regimental para as investigações é de 90 dias.

Além de responder por suposta quebra de decoro parlamentar, Nilson ainda está arrolado na CPI das Pedras, instaurada pelo Poder Legislativo para apurar as mesmas denúncias contra o ele, bem como se houve a participação de membros do governo municipal no caso sob investigação.

Com informações de Assessoria


  


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