POLICIAL

Tenente-Coronel Saulo de Tarso Sanson Silva fala sobre obras e ações futuras do BPFron durante entrevista ao Jornal Tribuna do Oeste

Dentre as ações em andamento está a reforma da base Náutica de Entre Rios do Oeste que irá alojar o Policiamento Aquática

Mal. Cândido Rondon, Entre Rios do Oeste, Mercedes, Nova Santa Rosa, Quatro Pontes, Pato Bragado
entrevista | 28/06/2019 15h47

Tenente-Coronel Saulo de Tarso Sanson comandante do BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira) (Foto: Jornal Tribuna do Oeste )

A reportagem do Jornal Tribuna do Oeste entrevistou o Tenente-Coronel Saulo de Tarso Sanson Silva para a edição 70 do jornal. Durante a entrevista, o Tenente falou sobre a atuação do BPFron e ações que serão desenvolvidas.

Tenente-Coronel Saulo de Tarso Sanson Silva assumiu em setembro de 2018 o comando do BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira). A sua carreira militar começou em 1990.

Com um vasto currículo militar, o Tenente-Coronel possui experiência de trabalho com policiamento especializado como o Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), diversos cursos e preparações, inclusive com especialização no policiamento de fronteira. Ele fala um pouco de como estão sendo desenvolvidos os trabalhos frente ao BPFron. “Estamos buscando o aprimoramento das ações e dando meios aos policiais para que possam trabalhar”, disse.

Confira a entrevista completa:

O Tenente-Coronel assumiu o comando do BPFron há menos de um ano. Como avalia as ações neste período?

Tenente-Coronel Sanson: Temos a parte operacional, onde são registros gigantescos de apreensões. Estamos buscando o aprimoramento das ações e dando meios aos policiais para que possam trabalhar. Recentemente conquistamos mais treze viaturas que ficaram aqui para trabalho exclusivo do Batalhão de Fronteira. Temos projetos importantes em andamento. Um deles é o convênio com a Itaipu para a reforma da Base Náutica de Entre Rios do Oeste. Ela passará a ser a sede do nosso Cobra – Polícia Aquática. A previsão de conclusão é de três meses das reformas e adequações que a Itaipu está fazendo. Será um posto estratégico da fronteira para todo o policiamento aquático. Estamos também pleiteando junto ao Governo do Estado um helicóptero para nosso batalhão. Hoje, quando precisamos de um helicóptero para as ações, ele vem de fora. É fundamental termos um aqui para o policiamento no combate dos crimes fronteiriços. Neste ano também inauguramos o canil. As atuações com cães treinados são diárias.

O que está sendo feito para aproximar as ações da polícia com a comunidade?

Nós trabalhamos com duas frentes. O público interno e o externo. No interno, temos a Célula do BPFron com um momento semanal de descompressão, um momento de conversa que trabalha com o emocional do policial. É uma conversa, meditação, oração e conversa do policial com a pessoa que está conduzindo este trabalho. Queremos evitar momentos críticos do policial, como a depressão. Somos corpo, alma e espírito, por isso, uma vez por mês temos nosso culto ecumênico. Para o público externo temos ações como o café com a comunidade. É um momento para demonstrarmos nossas ações para a sociedade, que paga os seus impostos e nós estamos aqui para prestar o serviço para eles. É o momento da sociedade conhecer o policial e saber dos trabalhos que ele está realizando, além trazer sugestões e cobranças até nos. Temos também nosso projeto social que é o coral. São 50 crianças que participam no seu contraturno escolar.

São sete anos de instalação do BPFron em Marechal Rondon. Como isso ficou marcado?

Neste ano comemoramos o aniversário do BPFron com o desfile militar realizado neste mês. E também realizamos o Fronteira de Aço, uma competição interna com nossos policiais. Foi um momento de descontração e uma competição saudável. Nestes sete anos o treinamento foi algo muito importante para as realizações de ações, policiais foram capacitados para a sua excelência no serviço.

E a fronteira? A Operação Muralha está surtindo o resultado almejado?

A Operação Muralha é uma das operações policiais que coloca em prática a integração das forças policiais. Unimos forças para poder combater os crimes fronteiriços. Ela está sendo um sucesso. Neste ano estamos com duas operações simultâneas que estão resultado em inúmeras apreensões diárias.

O projeto arquitetônico para construção da sede própria do BPFron foi homologado? Quais os próximos passos?

Até o final do ano todos os projetos para a construção da nova sede deverão ser apresentados. Em 2020, queremos lançar o edital para a empresa vencedora poder iniciar a construção dos 6500 metros quadrados de edificação, que será aqui próximo da nossa atual sede. A construção deve demorar dois anos para ser finalizada. É uma obra de R$ 20 milhões, de um dinheiro que não é do Estado. É uma verba do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é uma rubrica específica para o BPFron.

E o trabalho daqui para frente?

Temos muitas questões para buscar ainda para este ano de 2019. Estamos pleiteando projetos e operações que estão para sair ainda e a compra de diversos equipamentos de operador de fronteira. Estamos muito próximos de Brasília. Uma vez por mês tenho ido para lá, pois faço parte de um Núcleo de Trabalho-GT. Estamos também trabalhando com o Núcleo de Inteligência da Fronteira. Temos dois projetos em andamento, um na nossa sede da Terceira Companhia, em fase final de construção, que fica em Santo Antônio do Sudoeste, será uma estrutura de exemplo para a fronteira do país. O outro projeto é para a Segunda Companhia de Guaíra. Lá também será construída a nova sede num convênio do Estado, Itaipu e o município.

Com informações de Jornal Tribuna do Oeste


  


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