POLÍTICA

Servidores não aceitam proposta do Governo e vão continuar em greve

Segundo a presidente do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, a proposta é uma ilusão

Paraná
greve | 03/07/2019 16h07

(Foto: Paraná Portal )

A greve dos servidores públicos deve continuar após a proposta apresentada pelo governador Ratinho Junior em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3). O plano do Governo do Paraná é pagar 0,5% de reposição em outubro e 4,5% parcelado em três anos condicionados ao crescimento da receita corrente líquida em 2021 e 2022.

Segundo a presidente do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, a proposta é uma ilusão. “Quando ele condiciona um reajuste de 1,5% para o próximo ano dependendo do crescimento de receita de 6,5% e 7% nós sabemos que não vai acontecer. Porque todo ano a gente bate na porta deste Palácio falando isso. Esse ano colocamos os 4,94% porque sabíamos que a receita não cresceria. Isso, é uma vergonha”, afirma Marlei.

Segundo ela, a proposta de reajuste parcelado não leva em conta a defasagem acumulada nos últimos anos e a previsão das perdas acumuladas pela inflação nos próximos anos. A proposta do Governo também impõe condições para ser dado o reajuste aos servidores. Uma delas é o fim da licença prêmio. As licenças já adquiridas serão preservadas, por isso o Estado vai criar um programa para indenizar ou assegurar quem já tem o direito adquirido.

“E a data-base do ano que vem? Ele não fala nada. Nós vamos aceitar 4,5% em quatro anos? Ano que vem tem nova inflação, o outro ano também. Nada disso está explicado. Então não é possível uma suspensão de greve se você não tem uma proposta exequível e que retira mais direitos”.

Agora, os servidores pretendem ampliar as discussões com deputados e continuam em busca de uma mesa de negociação com o governador.

“Nós vamos tentar conversar com os deputados e intensificar a greve. A greve já está grande, novas categorias entraram em greve ontem. Nós vamos intensificar a greve, nós vamos lutar, porque os servidores estão dispostos a intensificar a luta. Nós estamos dispostos a qualquer debate, desde que as propostas não retirem direitos, isso é inaceitável”, frisou Marlei.

Com informações de Paraná Portal


  


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