COTIDIANO

Mini Central Termelétrica a Biogás será inaugurada este mês em Entre Rios do Oeste

O biogás já supre grande parte da demanda em iluminação no município colaborando com o meio ambiente

Entre Rios do Oeste
evento | 05/07/2019 16h59

Prefeito de Entre Rios, Jones Heiden com demais autoridade e os produtores no momento da assinatura do contrato (Foto: Divulgação )

O Paraná é o primeiro Estado do Brasil a produzir energia elétrica a partir de recursos renováveis. A primeira cidade a iniciar a produção foi Curitiba, onde o esgoto e o lixo orgânico passaram a ser transformados em biogás, que fornece energia a estabelecimentos. Posteriormente, alguns projetos foram desenvolvidos em Foz do Iguaçu. Na região Oeste, o Município de Entre Rios do Oeste tem seguido o exemplo que colabora com a natureza, despontando como referência para a região com diversas propriedades rurais que já utilizam o biogás para geração de energia elétrica.

Além de fazer bem ao meio ambiente, a geração distribuída de energia elétrica, a partir do biogás da suinocultura em propriedades rurais do município, contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva da carne suína.

No início do projeto a expectativa era de que o município, que possui pouco mais de 4 mil habitantes pudesse ser um dos primeiros do Brasil a ser totalmente abastecido pela energia produzida com o biogás local. O projeto tem obtido excelentes resultados trazendo benefícios econômicos aos produtores e ao município.

Como funciona

Em Entre Rios, a rede coletora de biogás possui 20 km de comprimento, interligada em 18 propriedades rurais. O secretário de Saneamento Básico, Energias Renováveis e Iluminação Pública, Carlos Eduardo Levandowski explica que “o projeto garante o tratamento dos dejetos animais transformando um agente poluidor em biogás e biofertilizante, que é um adubo orgânico líquido.  E assim, possibilitando o produtor de comercializar estes produtos que podem ser utilizados por outros produtores e, no caso da energia gerada com o biogás, por residências e empresas, gerando uma renda adicional para quem produz”.

O biogás produzido nesses locais é transportado à Mini Central através da rede. 

A Mini Central Termelétrica à Biogás, com potência instalada de 480 quilowatts irá gerar energia sustentável, que será compensada abatendo 100% dos gastos com energia nos prédios públicos e na iluminação da cidade.

“Os 18 produtores participam do projeto há nove anos. Ao longo deste tempo, foram desenvolvidos estudos e pesquisas, e agora o projeto pode, de fato ser concretizado”, conta Carlos.

Os próprios produtores reconhecem que, antes do projeto, a destinação de todos os resíduos gerados pelos animais era um problema. Afinal de contas, embora o número de habitantes não seja tão grande, a quantidade de suínos é dezenas de vezes maior.

Agora é oficial

No último dia (27), os produtores rurais que são participantes do projeto intitulado como, “Arranjo Técnico e comercial de geração distribuída de energia elétrica a partir do Biogás de Biomassa residual da suinocultura em propriedades rurais do município de Entre Rios do Oeste”, estiveram reunidos na Câmara Municipal para a assinatura dos contratos de comercialização do biogás, que foi firmado entre eles e a municipalidade por meio do projeto de pesquisa e desenvolvimento, patrocinado pela Copel e executado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás) e Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Na ocasião da assinatura do contrato, o prefeito Jones Neuri Heiden oficializou a data para a inauguração oficial da Mini Central Termelétrica a Biogás, que será no próximo dia 25, com a presença do governador do Estado, Ratinho Junior e demais autoridades. Para o prefeito Jones as expectativas são as maiores, pois o projeto é grande e inovador. “Esperamos que os números calculados sejam atingidos até porque os investimentos feitos nas propriedades e na usina, além das melhorias nos biodigestores foram bem altos. Com certeza não são apenas os produtores que ganham com isso, mas o município e o meio ambiente também. Que possamos através deste projeto ser exemplo de ações ambientais, na suinocultura especialmente”.

Outros produtores podem investir no projeto, porém, acredita-se que não farão por conta própria, devem, sim, esperar incentivos por parte do governo.

Dependendo dos resultados, o modelo pode ser aplicado em outros municípios.

Com informações de Jornal Tribuna do Oeste


  


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