COTIDIANO

Conselho Municipal de Proteção Animal alerta para crescimento exponencial de abandonos e maus-tratos em Toledo

Segundo a presidente do Conselho, entre a reta final de 2024 e os primeiros meses de 2025, estima-se que houve um aumento de aproximadamente 40% nas ocorrências de maus-tratos e abandonos de animais

Paraná
maus-tratos | 27/03/2025 16h57

(Foto: Divulgação )

A presidente do Conselho Municipal de Proteção Animal de Toledo, Maria de Lourdes Barbosa, fez um alerta contundente sobre o aumento de casos de maus-tratos e abandono de animais no município. Segundo ela, entre a reta final de 2024 e os primeiros meses de 2025, estima-se que houve um aumento de aproximadamente 40% nas ocorrências de maus-tratos e abandonos de animais.

Maria relatou situações chocantes, como cadelas com feridas graves sendo devoradas vivas por insetos, e filhotes colocados em sacolas e jogados no lixo. “As pessoas lidam com os animais como se fossem coisas. Se vão se mudar e o animal não cabe no novo local, simplesmente abandonam”, disse.

Bairros como Jardim Santa Clara IV, Jardim Europa e Jardim São Francisco têm sido os mais afetados, segundo a presidente. Ela ainda revelou que moradores relataram o abandono de animais por pessoas de outras regiões da cidade, que utilizam caminhonetes para deixá-los nas áreas mais periféricas.

O Conselho tem atuado de forma intensa na fiscalização de feiras, pet shops, ONGs e outras entidades ligadas ao bem-estar animal. “O Conselho não tem lado político. Nosso compromisso é com os animais”, afirmou Maria. A proposta central para este ano, segundo ela, é envolver toda a sociedade — autoridades, líderes religiosos e cidadãos — na luta pela causa animal.

A presidente destacou o trabalho das ONGs locais, como a Protetoras Meraki e a Associação Focinhos Carentes de Toledo (Afocato), além de protetores independentes. Muitos animais resgatados têm sequelas permanentes e não conseguem adoção, ficando sob os cuidados das protetoras, que enfrentam superlotação e falta de recursos.

Maria enfatizou a importância de uma parceria real com o poder público. “A gestão precisa trabalhar com as protetoras, não como inimigos, mas como aliados em uma causa comum”, defendeu. Para ela, a luta não é contra pessoas ou partidos, e sim contra o abandono e os maus-tratos.

“Está muito difícil, mas se estivermos juntos, sociedade e Conselho, quem vai ganhar são os animais”, concluiu.

Com informações de Toledo News


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