POLÍTICA

Orientados pela defesa, informantes do caso Nilson ficam em silêncio durante oitiva

Outras nove testemunhas não compareceram

Mal. Cândido Rondon
Processo | 06/08/2019 13h18

Vereador Nilson Hachman e advogado de defesa, Marcio Berti (Foto: Cristiano Viteck )

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Marechal Cândido Rondon realizou na manhã desta terça-feira (06) a primeira oitiva do processo disciplinar envolvendo o vereador Nilson Hachmann, que esteve presente, acompanhado do advogado de defesa, Marcio Berti.

Do total de 11 pessoas arroladas, somente Lucas Hachmann e Claudemir Rogério Wiederkehr, proprietários das empresas investigadas, compareceram.

Convocados na condição de informantes, Lucas e Claudemir não responderam aos questionamentos da Comissão de Ética e nem do vereador Josoé Pedralli, autor da representação contra Nilson na Casa de Leis.

Conforme anunciou Berti, tanto Lucas como Claudemir também são réus no processo que Nilson responde na Justiça. Por isso, a orientação da defesa foi de que eles optassem pelo silêncio na oitiva do Poder Legislativo.

Outras nove testemunhas, indicadas pela defesa, eram esperadas para serem ouvidas na manhã de hoje. Porém, Berti alegou que estas deveriam ter sido convocadas pela Câmara, e não pelo vereador acusado. Por isso, as testemunhas não compareceram.

Assim, para garantir o direito à defesa, a Comissão de Ética abriu novo prazo até quinta-feira (08) para que Nilson apresente a relação das suas testemunhas, as quais serão, então, convocadas pela Câmara para uma nova oitiva, no próximo dia 14, às 14 horas.

Nilson será o último a prestar depoimento na Comissão de Ética, que tem prazo até 04 de setembro para colocar em votação no plenário o processo disciplinar que poderá levar à cassação do mandato do vereador, por quebra de decoro parlamentar.

A Comissão de Ética que atua neste caso é formada pelos vereadores Vanderlei Sauer, presidente; Arion Nasihgil, relator; e Adriano Cottica, membro.

Nilson é acusado de quebra de decoro parlamentar, em denúncia protocolada no Poder Legislativo pelo vereador Pedralli, em 28 de fevereiro.

Pedralli acusa Nilson de utilizar empresas jurídicas em nome de terceiros, mas que seriam de propriedade dele, para participar de processos licitatórios e fazer venda direta à Prefeitura, o que é proibido pela Constituição Federal e pelo Código de Ética Parlamentar do Município.

Pela mesma acusação, o vereador foi preso em 15 de maio durante a Operação Pula-Pula do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Colocado em liberdade no dia 23 daquele mesmo mês, desde então Nilson está afastado do cargo na Câmara por determinação judicial.

Com informações de Assessoria


  


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